Espumantes e vinhos tranquilos do Nordeste acabam de obter Indicação de Procedência Geográfica, o que ajuda o setor e o enoturismo
Segundo a Embrapa, este reconhecimento é resultado da parceria entre o setor produtivo e a ciência. Foram cinco anos de estudo até que fosse anunciada a notícia, recentemente.
“Essa será a primeira Indicação de Procedência (IG) de vinhos de regiões tropicais do mundo, utilizando o modelo estrutural similar às Indicações Geográficas adotadas por renomados produtores da União Europeia,” declarou Giuliano Pereira, pesquisador da Embrapa, que coordenou o processo. Esta é a 11ª indicação de procedência geográfica para os vinhos brasileiros.
Benefícios para os vinhos e o enoturismo
De acordo com Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa que desenvolve projetos de estruturação de Indicações Geográficas (IGs) de vinhos brasileiros desde os anos 1990, a Indicação de Procedência Geográfica do Vale do São Francisco, “… além de estimular melhorias na organização do setor, irá aprimorar a qualidade dos vinhos que chegarão aos consumidores, pois todos os produtos com IG deverão atender aos requisitos de produção, além de passar por avaliações químicas e análises sensoriais às cegas, garantindo produtos de origem qualificados”.
Outro setor que se beneficia da IG é o enoturismo, com a maior visibilidade da região, a exemplo do que ocorre em outras áreas produtoras de vinho no Brasil.

O clima e o manejo permitem ciclos diferentes no mesmo vinhedo
A área delimitada da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para os vinhos finos abrange os municípios de Juazeiro, Casa Nova, Sobradinho e Curaçá, na Bahia, e Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó, em Pernambuco, todos integrantes da Rede Integrada de Desenvolvimento (Ride) Petrolina-Juazeiro.
Nessa região, os espumantes representam o maior volume da produção, com cerca de três milhões de litros por ano, seguidos dos vinhos tranquilos, com produção de cerca 1,5 milhão de litros anuais.
Fotos: Giuliano Pereira/Embrapa

