O premiado sommelier Eduardo Araujo, sócio do The Wine Pub, em Florianópolis, SC, falou com a Pró-Vinho sobre sua carreira e sugeriu cinco vinhos.
Desde 2004, o catarinense Eduardo Araujo trabalha com vinhos. Em 2007, formou-se sommelier pelo Senac e, em 2010, obteve o certificado de sommelier pela Court of Master Sommeliers na Califórnia, além de ter o nível 3 do WSET. Já fez viagens de estudos para 17 países produtores de vinho e estágio em uma vinícola na Borgonha, em 2017.

Hoje, ele é sócio do The Wine Pub, em Florianópolis, cuja carta recebeu o Grande Prêmio de Excelência em Carta de Vinhos da revista Prazeres da Mesa. São duas unidades em Florianópolis e em breve deve ser inaugurada a terceira, no BravaMall, em Itajaí. Um dos diferenciais do The Wine Pub é a grande oferta de vinhos em taça.
Além do wine bar, Eduardo Araujo é professor da Enocultura, Certified Educator do WSET, coordenador do curso de Formação Profissional de Sommelier de Florianópolis e colunista do jornal Imagem da Ilha há oito anos.
Ele foi eleito melhor sommelier do Brasil para vinhos de Portugal em um evento organizado pela Viniportugal, em 2017, além de ser jurado no Concurso de Vinhos de Portugal. Em 2019, foi eleito Sommelier do Ano pela Prazeres da Mesa.
O que motivou você a seguir a carreira de sommelier?
Quando comecei a vender vinhos, em 2004, me entusiasmei com a quantidade de conhecimento e informação que o tema abordava. Sempre gostei de ler, de viajar e no vinho encontrei história, geografia, cultura e muito conhecimento. Isso somou com a oportunidade de um mercado novo e ainda pouco explorado na minha região. Busquei os primeiros cursos e vi que esse era o meu mundo.
Como você define a carta de vinhos do The Wine Pub?
Nossa carta é uma viagem ao mundo do vinho. Procuro inovar, procuro novos rótulos e como um bom wine bar procuro ter muita variedade à prova. O desafio inicial era trabalhar com rótulos nunca antes vistos na cidade, que tinha por hábito beber muito vinho tradicional argentino e chileno. Gosto de trabalhar com vinhos de caráter, de pequenos produtores, mas sem fugir dos clássicos, que apresentem qualidade e expressem bem a sua origem.
Quais os desafios de trabalhar com vinhos em taça?
O limite entre novidade e mais do mesmo é interessante de se explorar quando trabalhamos em taça. Devemos instigar nosso cliente a provar coisas novas, não só por ser muito diferente, mas por ter qualidade e gerar uma nova experiência, mas, sem deixar esse processo muito excludente e afastar as pessoas.
Quais as preferências dos seus clientes (região ou estilo de vinho)?
Hoje, trabalhamos com cerca de 250 rótulos de 18 países. Como temos sempre mais de 25 opções em taça, e nós fazemos a seleção, a divisão é muito grande e as pessoas nos visitam abertas a provar coisas novas. Mas, sem dúvida, Portugal tem tido um crescimento importante e os vinhos brasileiros uma aceitação cada vez maior.
Quais as suas regiões vinícolas favoritas?
Tive uma ligação muito forte com a Borgonha, pelo meu estágio na safra 2017, e sou apaixonado pelos vinhos de lá. A França é, sem dúvida, lar de grandiosos vinhos. Mas, hoje cada vez mais bebo vinhos portugueses e, além do Douro, Bairrada e Madeira são regiões que acho incríveis.

“No vinho encontrei história, geografia, cultura e muito conhecimento…”
Confira, a seguir, 5 rótulos de diferentes regiões sugeridos por Eduardo Araujo, com preços em torno de R$ 100:
• Leone di Venezia Oro Vecchio – São Joaquim, SC
• Domaine Grosbois La Cuisine de ma Mere Chinon – Vale do Loire, França – Cellar
• Mount Abora Saffraan Cinsault – Swartland, África do Sul – Wines 4U
• Don Giovanni Brut Nature – Pinto Bandeira, RS
• Casa da Passarella A Descoberta Branco – Dão, Portugal – Premium Wines

